terça-feira, abril 19, 2016

corREDOR

Há uma caixa de madeira trabalhada, na gaveta do armário de canto, do quarto ao fundo do corredor. 

Há as palavras e os pontos de exclamação e as reticências e até mesmo as dúvidas, em papeis coloridos feitos rolinhos, em forma de mensagens. 

Há a entrada, quieta, e uma casa inteira aparentemente despida, que brinca às escondidas com os fantasmas que lá vivem. 

Há uma caixa de madeira trabalhada no quarto ao fundo do corredor, onde guardas as memórias dos fantasmas que não deixas sair. 

Liliana Lima 



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