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domingo, agosto 12, 2018

sabias MEU amor?

Hoje não há luar,
sabias meu amor?
E nas noites de Lua Nova, tu sabes,
tudo me parece mais estranho e assustador
todo o mundo parece girar em meu redor
e dos fantasmas que tão bem conheces.
Consegues alcançar o fumo que assalta o meu olhar?
Estás aí sequer? 
Ou já dormes enrolado nas velas dos teus moinhos vento?

Hoje não há luar,
sabias meu amor?
O mar, desapareceu num horizonte profundo 
e eu, (só tu sabes) que não gosto do escuro,
procurei na forma certa das estrelas o caminho
para me encontrar.
Dás-me a mão para me acalmar?
Tens calma sequer?
Ou procuras também a tua noite iluminar?

Hoje não há luar,
sabias meu amor?
E as luzes das casas, dos barcos, das fábricas,
parecem fugir de mim apenas para me assustar
e tu sabes que sem ver a estrada me sinto afundar.
Chamas o meu nome, para te encontrar?
Falas comigo sequer?
Ou estás ocupado com os teus fantasmas a conversar?

Hoje não há luar,
sabias meu amor?
E eu, tu sabes, não consigo dormir. 
Gostava de estar ao lado e ver os teus olhos sorrir.

Liliana Lima 


sexta-feira, agosto 10, 2018

os DIAS em que (não) SOMOS

Olho para o jardim 
onde a vida (de)corre dentro 
da normalidade dos dias quentes.

Lá fora uma leve brisa 
faz as folhas das árvores dançar.
Cá dentro uma ventania
despenteia ideias 
e desarruma sentimentos. 

Chegam os dias em que somos,
cada um 
e deixamos de ser 
nós.

Vês o Sol que anuncia  
a sua chegada no alto de cada
alvorada?

Ouves o mar que canta
a morte anunciada na volta 
de cada onda? 

Olho o jardim e sei-te saíndo,
de malas feitas e vontade de silêncio.
fugindo dos dias, cansados, extenuados.

Lá fora o dourado da tarde
pinta a vida que vive no jardim.
Cá dentro um crescente vazio
afoga as palavras nascem em mim.

Vês as estrelas, altas
que te dizem a morada
das histórias em que estou?

Ouves os aviões, rasteiros
que abafam a vida que não há
quando estamos sós?

Chegam os dias em que somos,
cada um 
e deixamos de ser 
nós.

Liliana