Hoje não há luar,
sabias meu amor?
E nas noites de Lua Nova, tu sabes,
tudo me parece mais estranho e assustador
todo o mundo parece girar em meu redor
e dos fantasmas que tão bem conheces.
Consegues alcançar o fumo que assalta o meu olhar?
Estás aí sequer?
Ou já dormes enrolado nas velas dos teus moinhos vento?
Hoje não há luar,
sabias meu amor?
O mar, desapareceu num horizonte profundo
e eu, (só tu sabes) que não gosto do escuro,
procurei na forma certa das estrelas o caminho
para me encontrar.
Dás-me a mão para me acalmar?
Tens calma sequer?
Ou procuras também a tua noite iluminar?
Hoje não há luar,
sabias meu amor?
E as luzes das casas, dos barcos, das fábricas,
parecem fugir de mim apenas para me assustar
e tu sabes que sem ver a estrada me sinto afundar.
Chamas o meu nome, para te encontrar?
Falas comigo sequer?
Ou estás ocupado com os teus fantasmas a conversar?
Hoje não há luar,
sabias meu amor?
E eu, tu sabes, não consigo dormir.
Gostava de estar ao lado e ver os teus olhos sorrir.
Liliana Lima
Mostrar mensagens com a etiqueta estrelas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta estrelas. Mostrar todas as mensagens
domingo, agosto 12, 2018
sabias MEU amor?
Labels:
a par,
a ti,
amor,
caminho,
céu,
do outro lado do Espelho,
escuro,
estrelas,
fantasmas,
letras em curva,
Liliana,
loucura,
Lua,
luar,
mar,
medo,
saudade,
solidão,
sombras
sexta-feira, agosto 10, 2018
os DIAS em que (não) SOMOS
Olho para o jardim
onde a vida (de)corre dentro
da normalidade dos dias quentes.
Lá fora uma leve brisa
faz as folhas das árvores dançar.
Cá dentro uma ventania
despenteia ideias
e desarruma sentimentos.
Chegam os dias em que somos,
cada um
e deixamos de ser
nós.
Vês o Sol que anuncia
a sua chegada no alto de cada
alvorada?
Ouves o mar que canta
a morte anunciada na volta
de cada onda?
Olho o jardim e sei-te saíndo,
de malas feitas e vontade de silêncio.
fugindo dos dias, cansados, extenuados.
Lá fora o dourado da tarde
pinta a vida que vive no jardim.
Cá dentro um crescente vazio
afoga as palavras nascem em mim.
Vês as estrelas, altas
que te dizem a morada
das histórias em que estou?
Ouves os aviões, rasteiros
que abafam a vida que não há
quando estamos sós?
Chegam os dias em que somos,
cada um
e deixamos de ser
nós.
Liliana
onde a vida (de)corre dentro
da normalidade dos dias quentes.
Lá fora uma leve brisa
faz as folhas das árvores dançar.
Cá dentro uma ventania
despenteia ideias
e desarruma sentimentos.
Chegam os dias em que somos,
cada um
e deixamos de ser
nós.
Vês o Sol que anuncia
a sua chegada no alto de cada
alvorada?
Ouves o mar que canta
a morte anunciada na volta
de cada onda?
Olho o jardim e sei-te saíndo,
de malas feitas e vontade de silêncio.
fugindo dos dias, cansados, extenuados.
Lá fora o dourado da tarde
pinta a vida que vive no jardim.
Cá dentro um crescente vazio
afoga as palavras nascem em mim.
Vês as estrelas, altas
que te dizem a morada
das histórias em que estou?
Ouves os aviões, rasteiros
que abafam a vida que não há
quando estamos sós?
Chegam os dias em que somos,
cada um
e deixamos de ser
nós.
Liliana
Labels:
a ti,
amor,
dia,
do outro lado do Espelho,
estrelas,
janela,
jardim,
letras em curva,
Liliana,
Lisboa,
Lua,
mar,
saudade
Subscrever:
Mensagens (Atom)
