Quantos pôres-do-Sol te vi beijar
Quantos fins-de-tarde passeei ao teu lado
Hoje não acordo contigo
Como muitos anos, há muitos anos
Hoje vejo-te o nascer do Sol pintar as águas
E com ele aprendo a reconstruir os abraços
Semi-cerro os olhos e revejo a esperança
Sorrio-te e renovo as palavras
Doces
Liliana Lima
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segunda-feira, fevereiro 04, 2019
domingo, abril 29, 2018
fecha os OLHOS
Fecha os olhos para que se apague a luz e tudo o que parece possa ser.
Acende uma vela ao fundo para que o que é se possa mostrar.
Aproxima-te e, baixinho, junto do meu ouvido, diz-me as inverdades que conseguires manter como certas.
Aqui onde as formas dançam ao ritmo da luz da vela, tudo parece tão mais simples! O meu corpo que se entrega ao teu sem inibições ou medos. O mundo inteiro que fechamos fora da porta. E a cumplicidade entre o que é e o que apenas parece ser.
Fecha os olhos para que se apague a luz e deixa que acredite nas fadas da noite.
Mas amanhã, de olhos abertos e corpos vestidos, não deixes que o que é seja apenas o que parece.
Amanhã, na luz do dia, diz-me a cor do rio e a força do mar, por muito que não o queira ouvir.
E depois não te preocupes, haverá sempre um espaço onde, de olhos fechados, deixaremos que, o que parece possa ser.
Lili
Acende uma vela ao fundo para que o que é se possa mostrar.
Aproxima-te e, baixinho, junto do meu ouvido, diz-me as inverdades que conseguires manter como certas.
Aqui onde as formas dançam ao ritmo da luz da vela, tudo parece tão mais simples! O meu corpo que se entrega ao teu sem inibições ou medos. O mundo inteiro que fechamos fora da porta. E a cumplicidade entre o que é e o que apenas parece ser.
Fecha os olhos para que se apague a luz e deixa que acredite nas fadas da noite.
Mas amanhã, de olhos abertos e corpos vestidos, não deixes que o que é seja apenas o que parece.
Amanhã, na luz do dia, diz-me a cor do rio e a força do mar, por muito que não o queira ouvir.
E depois não te preocupes, haverá sempre um espaço onde, de olhos fechados, deixaremos que, o que parece possa ser.
Lili
sábado, outubro 14, 2017
COR.tina
Abri a janela em vez da porta, na esperança de controlar a entrada das águas do rio que se adivinham. A medo, puxei a cortina meia desfeita, feita em farrapos, e tentei desviar o tanto tempo que passou para te ver chegar.
O rio galgou as ruas e calçadas e entrou de rompante por mim dentro. Acalmei a respiração, para não me afogar e impedir outras dores de me cegar.
Avisaste que vinhas e anunciaste o teu chegar. Pediste que te sentisse e, "como sempre, como antes" não te soube negar.
Chamaste-nos futuro e eu dei-te o presente.
Abro a janela em vez da porta para não deixar sair a água enquanto, devagar, vou até ti. O rio corre no leito onde o amor se faz. Acalmo a respiração para não o gritar, mas sussurro que estou a chegar.
A medo, fecho a cortina meia desfeita, feita em farapos pelo tempo que passou, para marcar o tempo que ainda agora começou.
Liliana
segunda-feira, outubro 31, 2016
faRoL
Quando se agitam as águas
e as ondas rebentam nas rochas
Quando o leito se enche
e rio galga as margens
Quando o grito se afoga
e a corrente me puxa para o fundo
Quando sou eu mesma
a nascente do rio
Quando se alaga o sentir
e se molham os olhos
Quando nado em circulos
e não saio de onde estou
Quando sem vento, as velas
frouxas não me levam daqui
Quando a maré alta
me salga as certezas
Quando a Lua se apaga
E o mar escurece
Quando te digo tudo o que não te sei dizer
Quando sinto no peito um oceano de receios
Quando perco o pé e me encontro à deriva
Fecha as barragens e contém-me em ti
Lança a bóia e puxa-me para ti
Solta a âncora para que não me afaste de ti
Acende o farol para que não me perca de ti
Liliana Lima
Liliana Lima
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