E como ontem, o dia nasce
e vemo-lo passar diante nós
Traz no azul do céu a cor dos sonhos que trazemos nos olhos
Na brisa a suavidade das manhãs grávidas de esperança
No branco das nuvens a pureza do acordar dos amantes
E no Sol a força da utopia
E como ontem, a tarde cai
e sentimo-la descer sobre nós
Carrega no colo os sonhos, os novos e os de sempre
Embala a esperança que se tornou vontade
Faz crescer o amor na pureza dos gestos
E transforma a utopia em horizonte
E como ontem, a noite nasce
e, do alto do luar, olha-nos
Encobre os medos dos sonhos desfeitos
Apaga a inércia e a invontade de quem não crê
Ilumina os lençóis das camas dos amantes
E dentro da lua cheia faz renascer a utopia
E como ontem, o ano começa...
Liliana Lima
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quarta-feira, janeiro 02, 2019
sexta-feira, outubro 26, 2018
vem VER o horiZONTE, Judy
Há um sítio, mágico, onde o mar mergulha no céu. E as nuvens se espalham para deixar passar o azul.
Há um sítio, mágico, onde o sal se dilui nas manhãs. E as ondas se afastam para recortar o horizonte.
Há um sítio, mágico, onde o vento desenha sonhos. E cada vontade se transforma numa branca gravura no firmamento.
Há um sítio, mágico, na minha janela...
Liliana Lima
When all the world is a hopeless jumble
And the raindrops tumble all around
Heaven opens a magic lane
When all the clouds darken up the sky way
There's a rainbow highway to be found
Leading from your windowpane to a place behind the sun
Just a step beyond the rain
Somewhere over the rainbow way up high
There's a land that I heard of once in a lullaby
Somewhere over the rainbow skies are blue
And the dreams that you dare to dream really do come true
Some day I'll wish upon a star and
Wake up where the clouds are far behind me
Where troubles melt like lemon drops
Away above the chimney tops
That's where you'll find me
Somewhere over the rainbow bluebirds fly
Birds fly over the rainbow, why then, oh why can't I?
Judy Garland
Há um sítio, mágico, onde o sal se dilui nas manhãs. E as ondas se afastam para recortar o horizonte.
Há um sítio, mágico, onde o vento desenha sonhos. E cada vontade se transforma numa branca gravura no firmamento.
Há um sítio, mágico, na minha janela...
Liliana Lima
When all the world is a hopeless jumble
And the raindrops tumble all around
Heaven opens a magic lane
When all the clouds darken up the sky way
There's a rainbow highway to be found
Leading from your windowpane to a place behind the sun
Just a step beyond the rain
Somewhere over the rainbow way up high
There's a land that I heard of once in a lullaby
Somewhere over the rainbow skies are blue
And the dreams that you dare to dream really do come true
Some day I'll wish upon a star and
Wake up where the clouds are far behind me
Where troubles melt like lemon drops
Away above the chimney tops
That's where you'll find me
Somewhere over the rainbow bluebirds fly
Birds fly over the rainbow, why then, oh why can't I?
Judy Garland
terça-feira, fevereiro 20, 2018
mi nu tos
Pergunta aos minutos se vêm que as horas não chegam
Pede à vontade que se arrume ao lado do bule que o chá está servido
Senta-te ao meu lado, sem cerimónia, que os bolos não têm de estar inteiros no prato
Tira os ponteiros que correm ao contrário no relógio que o barulho do tempo invade o espaço
Olha para mim e deixa os olhos falar que da boca só saem palavras mudas
Estende o sonho até mim e promete que tudo vai correr bem
Mata o silêncio que o medo invade a saudade
Pergunta aos minutos se os segundos vêm que as horas nunca chegam
Liliana
segunda-feira, janeiro 09, 2017
pLuRaL
Como ser plural se sonhamos no singular?
Dias e dias que se tornam meses e acabam, de repente, em anos vividos a par. Numa soma de momentos a dois, isolados numa distorção temporal, e recriados em cenários "pré-vistos" num argumento com a duração máxima de uma semana.
Como multiplicar amor quando uma das suas múltiplas incógnitas é, à partida, igual a zero?
Vivemos um romance ou uma série de contos que, com base nas mesmas personagens, vão avançando, sem rumo nem rota, atrás dos humores duma audiência invisível?
A que aspiram as duas mãos que se enroscam para combater o frio?
Que sentido segue o suor quente das noites brancas, se ao nascer do Sol os corpos arrefecem frios em camas distantes?
Que procuram as perguntas numa narrativa que não aceita dúvidas?
De que sentido tão profundo nasce a inquietação da distância, da ausência, do silêncio?
Para onde correm as lágrimas que teimam em existir numa tentativa amarga de entender o que não se quer explicado?
É possível um amor que não sonha em conjunto?
Liliana Lima
Dias e dias que se tornam meses e acabam, de repente, em anos vividos a par. Numa soma de momentos a dois, isolados numa distorção temporal, e recriados em cenários "pré-vistos" num argumento com a duração máxima de uma semana.
Como multiplicar amor quando uma das suas múltiplas incógnitas é, à partida, igual a zero?
Vivemos um romance ou uma série de contos que, com base nas mesmas personagens, vão avançando, sem rumo nem rota, atrás dos humores duma audiência invisível?
A que aspiram as duas mãos que se enroscam para combater o frio?
Que sentido segue o suor quente das noites brancas, se ao nascer do Sol os corpos arrefecem frios em camas distantes?
Que procuram as perguntas numa narrativa que não aceita dúvidas?
De que sentido tão profundo nasce a inquietação da distância, da ausência, do silêncio?
Para onde correm as lágrimas que teimam em existir numa tentativa amarga de entender o que não se quer explicado?
É possível um amor que não sonha em conjunto?
Liliana Lima
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terça-feira, novembro 22, 2016
fALTA
Faz falta alguém que nos faça falta
Não que a ausência nos imobilize
Mas que seja notada a falta de quem nos faz, falta
quando o sol brilha dentro e fora de nós,
quando precisamos de colo,
quando a vida nos tráz à memória um filme,
quando a lua imponente nos sorri,
quando nos sentimos mais pequenos que a sombra do meio-dia,
quando vemos um arco-íris,
quando sentimos o mar inteiro escorrer pelos olhos,
quando sentimos o coração bater descompassado,
quando chegamos ao fundo de mais um copo,
quando o livro que lemos parece escrito para nós,
quando não queremos ver ninguém,
quando encontramos uma papoila no campo,
quando perdemos a esperança,
quando nos deitamos para dormir,
quando sentimos fugir o chão,
quando cantamos todas as canções que se atropelam no decorrer do dia-a-dia,
quando o corpo quente pede o toque de outra pele,
quando as noites teimam em passar brancas,
quando alimentamos a utopia com a força dos sonhos.
E quando queremos tudo, menos sentir falta de alguém...
Liliana Lima
Não que a ausência nos imobilize
Mas que seja notada a falta de quem nos faz, falta
quando o sol brilha dentro e fora de nós,
quando precisamos de colo,
quando a vida nos tráz à memória um filme,
quando a lua imponente nos sorri,
quando nos sentimos mais pequenos que a sombra do meio-dia,
quando vemos um arco-íris,
quando sentimos o mar inteiro escorrer pelos olhos,
quando sentimos o coração bater descompassado,
quando chegamos ao fundo de mais um copo,
quando o livro que lemos parece escrito para nós,
quando não queremos ver ninguém,
quando encontramos uma papoila no campo,
quando perdemos a esperança,
quando nos deitamos para dormir,
quando sentimos fugir o chão,
quando cantamos todas as canções que se atropelam no decorrer do dia-a-dia,
quando o corpo quente pede o toque de outra pele,
quando as noites teimam em passar brancas,
quando alimentamos a utopia com a força dos sonhos.
E quando queremos tudo, menos sentir falta de alguém...
Liliana Lima
quarta-feira, março 16, 2016
conCHA
A minha concha tem paredes feitas de giz. Brancas como a cal, pintam-me as mãos quando as tento afastar.
A minha concha tem paredes de vidro. Levo-a comigo onde quer que vá e, escondo-me nelas sempre que o vento norte me arrepia.
Boneca de loiça a dançar a valsa que eu própria canto. É dentro do búzio que me protejo dos barcos fantasma que, "a noite, ao seu costume transfigura".
Desenho vestidos madrepérola cosidos nas abas da minha concha. Enfeito-me com eles e mergulho num cenário colorido à força dos sonhos que guardo na palma da mão.
Oculto a concha até de mim, escondo-a quando sorrio e abafo-a sempre que falo. Se não te mostro que a tenho é porque nem eu a vejo ao espelho.
Vou-me enrolando nas margens em caracol e quando me encontro é bem no fundo do coração que estou. Espreito a cada alvorada mas recolho-me ao nascer do Sol.
A minha concha é feita de recortes dos dias que se dizem nossos. Colo-os na parede que me rodeia e embalo-me com as ondas do mar.
A minha concha tem paredes feitas de nuvens. Voo no branco-cinzento da sua forma desenhada sobre os azuis do céu primaveril. Afago os verdes das copas das árvores que se reflectem nos meus olhos e, nua de medos, acordo nos castanho-esverdeado dos teus.
Liliana
sexta-feira, fevereiro 26, 2016
qUaNdO
Quando de repente o pano opaco se desvia e o silêncio se estende na cama, agora, vazia
Quando afinal o espelho reflecte a verdade dos dias e as palavras, abafadas, se mostram vazias
Quando de repente o caminho se mostra igual ao que sempre tememos, e numa lágrima salgada nos escondemos
Quando afinal na mesma pedra de sempre tropeçamos e nos lençóis frios nos deitamos
Quando de repente o omisso se insinua e a confiança, receosa, recua
Quando afinal tudo o que queremos é que a tempestade acabe e o coração, no peito, acalme
Quando já nada mais conta, os sonhos, por definição livres, acordam e fazem-nos recomeçar
Liliana
Quando afinal o espelho reflecte a verdade dos dias e as palavras, abafadas, se mostram vazias
Quando de repente o caminho se mostra igual ao que sempre tememos, e numa lágrima salgada nos escondemos
Quando afinal na mesma pedra de sempre tropeçamos e nos lençóis frios nos deitamos
Quando de repente o omisso se insinua e a confiança, receosa, recua
Quando afinal tudo o que queremos é que a tempestade acabe e o coração, no peito, acalme
Quando já nada mais conta, os sonhos, por definição livres, acordam e fazem-nos recomeçar
Liliana
terça-feira, fevereiro 16, 2016
BOrBOleta
Voo por cima de sonhos secretos que acordam histórias infindáveis onde as palavras nunca são suficientes.
Voo por cima do tempo que se estende tão para lá da nossa permanência, tudo tornando possível.
Voo por cima da alma que se rasga em fogo e (sobre)vive no insossego das minhas mãos.
Voo por sobre a morte.
Voo por sobre a loucura.
Voo por sobre mim...
Liliana
quarta-feira, julho 30, 2014
madrepérola AZUL
Sim, é verdade que os ventos do oriente me balançam e me embalam quando estou contigo. Mesmo que, quando olho para ti o sorriso se agarre à face e, teimoso, não se deixe mostrar.
Sim, é verdade que quando as tuas mãos, ao cruzarem-se com as minhas, ocasionalmente se tocam, as minhas tremem por dentro. Ainda que demorem o dia inteiro a ganhar coragem para, às tuas, responder.
Sim, é verdade que fujo do teu olhar, desenhando voos de gaivotas no céu por mais longe que estejamos do mar. Mesmo que, fugindo, te espere encontrar num virar de face.
Sim, é verdade que te espero numa praia com pedras e um mar disfarçado de rio, para que me encontres dentro duma madrepérola perdida na areia. Ainda que pareça que enterro os pés e olho o pôr do Sol com toda a calma do mundo.
Num sonho de verão sentámo-nos na areia, com a ponte de um lado e o mar a nascer do outro e, sem carros nem telefones nem pessoas nem barcos nem aviões, saí da concha e olhei-te sorrindo.
Num sonho de verão em que o Sol me aqueceu a pele e me ajudou a entrelaçar os dedos nos teus, chegar-me a ti e, sem medos, deixar que os meus lábios muito lentamente tocassem os teus.
Num sonho de verão, em que as palavras e as intenções e as expressões e... os silêncios, eram apenas aquilo que pareciam ser. E nada mais fazia falta.
Num sonho, num daqueles sonhos de verão que, de tão organizados, mesmo depois de acordada consegui lembrar uma madrepérola azul que me protegia do mundo.
Liliana
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