Fui descendo a calçada
Por entre carros fora dos carris
E respostas por aparecer
E palavras que esperava ler
Os sorrisos primaveris
Fogem rápido como balões
E as promessas que nos fazemos
Borboletas inquietas a esvoaçar
Fui subindo a avenida
Com os sacos cheios de promessas
Quase todas por começar
E um cansaço, enjoativo, pesado
Com o poder de tudo apagar
As tardes de Primavera
Cantam canções de embalar
Mesmo quando o silêncio que ecoa
Não nos deixa avançar
No canto dum passeio
Perdida num canteiro
Uma papoila chama por mim
Tráz-me à terra, e neste dia louco
Lembra-me de ti
Liliana Lima
Mostrar mensagens com a etiqueta borboleta. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta borboleta. Mostrar todas as mensagens
quinta-feira, abril 05, 2018
O canto DA papOILA
Labels:
a par,
a ti,
borboleta,
canção,
dança,
escrita,
flores,
inquietação,
letras em curva,
Liliana,
loucura,
palavras,
papoilas,
primavera,
silêncio,
sol
segunda-feira, junho 06, 2016
Lou.Cura
Olho através do espelho redondo com uma pega trabalhada em prata e procuro a minha loucura dentro dum chapéu. Os ponteiros lembram-me que as horas fogem de mim e saio com o miúdo pela mão, saltitando pelo jardim de relógio em punho.
As minhas lutas jogam-se num tabuleiro de xadrez interno, onde as regras seguem as vontades voláteis duma rainha que, em mim, grita tão alto que quase deixo de ouvir o mundo fora do espelho.
Sento-me comigo, numa dimensão multi-temporal, e bebo chá com as loucuras passadas enquanto invento novos chapéus para as que estão por vir.
Sei há muito que o impossível é a desculpa que nos contamos, embrulhada num bolinho que nos faz diminuir, ao mesmo tempo que nos enroscamos num canto duma toca onde na verdade acabamos por cair.
O lado de lá(?) espelha o teu sorriso tranquilo, de quem nunca sentiu o cheiro da cola com que se faz um chapéu. Serás capaz de te sentar nesta mesa coberta de toda a loucura que, à hora do chá, se senta comigo?
Apareço e esfumo-me à força das verdades que, de sorriso esvoassante, atiro ao ar em forma de borboletas azuis. Será que me sentes, enrolada no teu pescoço, sussurrando que o caminho que escolhes é indiferente enquanto não souberes para onde queres ir? Conseguirás dar-me a mão e acompanhar-me nesta aventura de loucuras guardadas em castelos de cartas?
O lado de lá(?) espelha os chapéus que guardo em cima do roupeiro. Nunca saio com eles, mas teimo em coleccioná-los, embrulhados em papel de seda ou fechados em caixas redondas de cartão.
No lado de fora da janela voa uma borboleta azul e o relógio canta que são horas de sair. Guardo as cartas na caixa de madeira com um coração vermelho, apago o cachimbo que envolve de fumo a mesa do chá e desapareço por entre a loucura dos dias.
Olho através do espelho redondo com uma pega trabalhada em prata e vejo-te aproximar de chapéu na cabeça.
Liliana
As minhas lutas jogam-se num tabuleiro de xadrez interno, onde as regras seguem as vontades voláteis duma rainha que, em mim, grita tão alto que quase deixo de ouvir o mundo fora do espelho.
Sento-me comigo, numa dimensão multi-temporal, e bebo chá com as loucuras passadas enquanto invento novos chapéus para as que estão por vir.
Sei há muito que o impossível é a desculpa que nos contamos, embrulhada num bolinho que nos faz diminuir, ao mesmo tempo que nos enroscamos num canto duma toca onde na verdade acabamos por cair.
O lado de lá(?) espelha o teu sorriso tranquilo, de quem nunca sentiu o cheiro da cola com que se faz um chapéu. Serás capaz de te sentar nesta mesa coberta de toda a loucura que, à hora do chá, se senta comigo?
Apareço e esfumo-me à força das verdades que, de sorriso esvoassante, atiro ao ar em forma de borboletas azuis. Será que me sentes, enrolada no teu pescoço, sussurrando que o caminho que escolhes é indiferente enquanto não souberes para onde queres ir? Conseguirás dar-me a mão e acompanhar-me nesta aventura de loucuras guardadas em castelos de cartas?
O lado de lá(?) espelha os chapéus que guardo em cima do roupeiro. Nunca saio com eles, mas teimo em coleccioná-los, embrulhados em papel de seda ou fechados em caixas redondas de cartão.
No lado de fora da janela voa uma borboleta azul e o relógio canta que são horas de sair. Guardo as cartas na caixa de madeira com um coração vermelho, apago o cachimbo que envolve de fumo a mesa do chá e desapareço por entre a loucura dos dias.
Olho através do espelho redondo com uma pega trabalhada em prata e vejo-te aproximar de chapéu na cabeça.
Liliana
terça-feira, fevereiro 16, 2016
BOrBOleta
Voo por cima de sonhos secretos que acordam histórias infindáveis onde as palavras nunca são suficientes.
Voo por cima do tempo que se estende tão para lá da nossa permanência, tudo tornando possível.
Voo por cima da alma que se rasga em fogo e (sobre)vive no insossego das minhas mãos.
Voo por sobre a morte.
Voo por sobre a loucura.
Voo por sobre mim...
Liliana
Subscrever:
Mensagens (Atom)


