O Sol entra,
Deita-se
Na cama
E conta-me
Do mar e das ondas
Que oiço
Desaguar na areia.
Tu cantas
Com o vento
Que faz abanar as canas.
Procuro
As palavras
Certas
Para espelhar
O tanto que quero contar.
Tu cantas,
Com a gaivota
Que rasga o céu,
Uma canção
De embalar.
E eu deito-me
Com o Sol
Que vejo entrar, invadindo
A cama,
Onde te vou encontrar
Também.
E, nesta tarde calma,
Deixo-nos
Ficar.
Liliana Lima
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segunda-feira, setembro 02, 2019
quarta-feira, julho 31, 2019
hoRas
Sei que me espreitas a cada movimento de rotação em que, sobre os pés descalços, equilibro a paz com o caos.
Sei que me amparas, num abraço elíptico, suavizando cada cambalhota (que nunca soube dar).
Tenho certeza que me falas, em muitas línguas. Que me acolhes, em "muitas casas".
Percebo o Teu sorriso no arrepio repentino e sinto-Te na lágrima teimosa, quando Te encontro no canto dos anjos.
Sei que hoje me chegas nestas vozes que me trespassam, nesta sala escura onde a luz brinca com a cor e escreve o Teu nome dentro (e fora) do meu coração.
E, por isso, sei-Te em mim em todas as horas de todos os relógios em todos os cantos do mundo.
Liliana Lima
sexta-feira, junho 21, 2019
hiATO A.zul
Onde está o chão quando o azul escorre e cobre o horizonte?
De que lado ponho o pé se tudo o que vejo são ilhas de nuvens semi-transparentes?
Onde está o norte se perdi o céu?
Enrosco-me numa almofada branca e tento, sem sucesso, encontrar Terra.
Como andar se não tenho o que pisar?
Quando o azul do céu escorre e apaga o horizonte, o tempo desaparece com o chão.
Há um hiato feito nuvens que nos permite sentir sem tocar, amar sem desgastar, ser sem falhar.
O azul que me envolve não é todo igual. As tonalidades distinguem os sonhos perfeitos, impossíveis, das incertezas com que sonhamos acordados.
Estou direita ou do avesso?
O Sol, que reflecte no tapete branco que compõe o céu, cega-me e deixo de ter qualquer ponto de referência.
Estarei lá em baixo, onde nunca sei bem onde assentar as ideias? Ou estou por cima das nuvens, onde tudo é filtrado pela condensação da água pura, branca?
Trago na mochila o peso das mil culpas que destilo ao fim de cada dia. Os receios, as mágoas.
Aqui, neste hiato de nuvens feito, posso largar a mochila. Aqui não há peso, nem gravidade a classificar os pecados, as falhas, as dores.
São horas de descer, dizem.
Eu continuo num contínuo azul. Neste ar frio, rarefeito.
Gosto do branco que nasce dos azuis vários e da luz intensa do Sol, que me permitem ver mais além deste céu sem hora nem beira.
Vamos descer, pousar na Terra, ficar com os pés bem assentes no chão.
Talvez me enrosque numa nuvem branca e nem procure Terra à vista.
Talvez me deixe cegar pelo Sol e não mais veja os sonhos impossíveis ou inatingiveis.
Talvez deixe que me descaia "o meu pé de catraia" e me encontre no mar azul que escorre do céu em diferentes tonalidades que apagam o tempo.
Talvez.
Podemos viver sem horizonte?
Liliana Lima
sexta-feira, outubro 26, 2018
vem VER o horiZONTE, Judy
Há um sítio, mágico, onde o mar mergulha no céu. E as nuvens se espalham para deixar passar o azul.
Há um sítio, mágico, onde o sal se dilui nas manhãs. E as ondas se afastam para recortar o horizonte.
Há um sítio, mágico, onde o vento desenha sonhos. E cada vontade se transforma numa branca gravura no firmamento.
Há um sítio, mágico, na minha janela...
Liliana Lima
When all the world is a hopeless jumble
And the raindrops tumble all around
Heaven opens a magic lane
When all the clouds darken up the sky way
There's a rainbow highway to be found
Leading from your windowpane to a place behind the sun
Just a step beyond the rain
Somewhere over the rainbow way up high
There's a land that I heard of once in a lullaby
Somewhere over the rainbow skies are blue
And the dreams that you dare to dream really do come true
Some day I'll wish upon a star and
Wake up where the clouds are far behind me
Where troubles melt like lemon drops
Away above the chimney tops
That's where you'll find me
Somewhere over the rainbow bluebirds fly
Birds fly over the rainbow, why then, oh why can't I?
Judy Garland
Há um sítio, mágico, onde o sal se dilui nas manhãs. E as ondas se afastam para recortar o horizonte.
Há um sítio, mágico, onde o vento desenha sonhos. E cada vontade se transforma numa branca gravura no firmamento.
Há um sítio, mágico, na minha janela...
Liliana Lima
When all the world is a hopeless jumble
And the raindrops tumble all around
Heaven opens a magic lane
When all the clouds darken up the sky way
There's a rainbow highway to be found
Leading from your windowpane to a place behind the sun
Just a step beyond the rain
Somewhere over the rainbow way up high
There's a land that I heard of once in a lullaby
Somewhere over the rainbow skies are blue
And the dreams that you dare to dream really do come true
Some day I'll wish upon a star and
Wake up where the clouds are far behind me
Where troubles melt like lemon drops
Away above the chimney tops
That's where you'll find me
Somewhere over the rainbow bluebirds fly
Birds fly over the rainbow, why then, oh why can't I?
Judy Garland
domingo, agosto 12, 2018
sabias MEU amor?
Hoje não há luar,
sabias meu amor?
E nas noites de Lua Nova, tu sabes,
tudo me parece mais estranho e assustador
todo o mundo parece girar em meu redor
e dos fantasmas que tão bem conheces.
Consegues alcançar o fumo que assalta o meu olhar?
Estás aí sequer?
Ou já dormes enrolado nas velas dos teus moinhos vento?
Hoje não há luar,
sabias meu amor?
O mar, desapareceu num horizonte profundo
e eu, (só tu sabes) que não gosto do escuro,
procurei na forma certa das estrelas o caminho
para me encontrar.
Dás-me a mão para me acalmar?
Tens calma sequer?
Ou procuras também a tua noite iluminar?
Hoje não há luar,
sabias meu amor?
E as luzes das casas, dos barcos, das fábricas,
parecem fugir de mim apenas para me assustar
e tu sabes que sem ver a estrada me sinto afundar.
Chamas o meu nome, para te encontrar?
Falas comigo sequer?
Ou estás ocupado com os teus fantasmas a conversar?
Hoje não há luar,
sabias meu amor?
E eu, tu sabes, não consigo dormir.
Gostava de estar ao lado e ver os teus olhos sorrir.
Liliana Lima
sabias meu amor?
E nas noites de Lua Nova, tu sabes,
tudo me parece mais estranho e assustador
todo o mundo parece girar em meu redor
e dos fantasmas que tão bem conheces.
Consegues alcançar o fumo que assalta o meu olhar?
Estás aí sequer?
Ou já dormes enrolado nas velas dos teus moinhos vento?
Hoje não há luar,
sabias meu amor?
O mar, desapareceu num horizonte profundo
e eu, (só tu sabes) que não gosto do escuro,
procurei na forma certa das estrelas o caminho
para me encontrar.
Dás-me a mão para me acalmar?
Tens calma sequer?
Ou procuras também a tua noite iluminar?
Hoje não há luar,
sabias meu amor?
E as luzes das casas, dos barcos, das fábricas,
parecem fugir de mim apenas para me assustar
e tu sabes que sem ver a estrada me sinto afundar.
Chamas o meu nome, para te encontrar?
Falas comigo sequer?
Ou estás ocupado com os teus fantasmas a conversar?
Hoje não há luar,
sabias meu amor?
E eu, tu sabes, não consigo dormir.
Gostava de estar ao lado e ver os teus olhos sorrir.
Liliana Lima
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segunda-feira, junho 11, 2018
aqui!
Espreito o Sol que pede licença para me aquecer a alma.
Olho o céu azul, do azul dos dias mais claros.
E deixo-me levar pelo vento suave.Onde estou? Aqui!
É aqui que me encontro, me recomeço e me remendo.
É aqui que sou!
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