Não há receitas.
Há que estar
no cruzamento
certo,
à hora
certa.
Depois é preciso
que o olhar
se cruze
o.l.h.o.s.
n.o.s.
o.l.h.o.s.
Mas é só com
os corações abertos
que se cria
ESPAÇO
para a
NARRAtiva.
E sem NARRAtivas
por muito que nos
cruzemos
e
olhemos,
não há ESPAÇO
para o
novo
para a
tentativa
para a
curiosidade
para o
impulso de saltar.
Só de corações abertos
podemos
sentir a vontade
de nos darmos
n.ú.s.
das camadas de tinta
com que nos pintamos.
Não há receitas.
É estar no cruzamento
certo na hora
certa
e olhar
c.o.r.a.ç.ã.o.
a.
c.o.r.a.ç.ã.o.
e deixar
que a NARRAtiva
se instale e
escreva a história
p.o.r.
s.i.
m.e.s.m.a.
Não há receitas.
Liliana Lima
Mostrar mensagens com a etiqueta coração. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta coração. Mostrar todas as mensagens
sábado, dezembro 15, 2018
sábado, novembro 10, 2018
quase SEMPRE, ou quase NUNCA, Fernando?!
Quase sempre ao fundo do sonho a vida espreita
Quase nunca o horizonte é direito ao fundo do mar
Quase sempre uma gaivota, ainda que ao longe, pinta o céu
Quase nunca as tempestades anunciadas ficam para jantar
Quase sempre as ondas se acalmam no coração
Quase nunca a espuma branca permanece na areia
Quase sempre o vento nos canta até percebermos
Que quase nunca o alinhamento programado é, afinal aquele que escolhemos
Quase nunca o horizonte é direito ao fundo do mar
Quase sempre uma gaivota, ainda que ao longe, pinta o céu
Quase nunca as tempestades anunciadas ficam para jantar
Quase sempre as ondas se acalmam no coração
Quase nunca a espuma branca permanece na areia
Quase sempre o vento nos canta até percebermos
Que quase nunca o alinhamento programado é, afinal aquele que escolhemos
Liliana Lima
Os argumentos são, quase sempre, mais verdadeiros do que os factos. A lógica é o nosso critério de verdade, e é nos argumentos, e não nos factos, que pode haver lógica.
Fernando Pessoa
in Ideias Políticas
sábado, outubro 06, 2018
Do La.Do esquerdo
às vezes confundo o lado esquerdo com o direito
diria mesmo que mudam de lado, num segundo incompleto
baralhando o lado em que estou e caindo a pique para o outro, tão imperfeito
às vezes confundo o lado em que bate, tranquilo, o meu coração
com o lado em que me enrosco para sentir o teu corpo
respirando, profundamente coordenados com o bater da ondulação
às vezes procuro-te no lado ao lado da vida que espera
num jardim que se encanta com tudo o que se canta
e expõe lado a lado, a vida, florida, em plena Primavera
às vezes o meu lado direito passa a ser esquerdo
diria mesmo que se fundem, num beijo quase perfeito
quando os corpos, abraçados, fazem do meu peito o teu lado direito
Liliana Lima
diria mesmo que mudam de lado, num segundo incompleto
baralhando o lado em que estou e caindo a pique para o outro, tão imperfeito
às vezes confundo o lado em que bate, tranquilo, o meu coração
com o lado em que me enrosco para sentir o teu corpo
respirando, profundamente coordenados com o bater da ondulação
às vezes procuro-te no lado ao lado da vida que espera
num jardim que se encanta com tudo o que se canta
e expõe lado a lado, a vida, florida, em plena Primavera
às vezes o meu lado direito passa a ser esquerdo
diria mesmo que se fundem, num beijo quase perfeito
quando os corpos, abraçados, fazem do meu peito o teu lado direito
Liliana Lima
Labels:
Alice (eu),
amor,
canção,
coração,
do outro lado do Espelho,
flores,
jardim,
letras em curva,
Liliana,
primavera
domingo, abril 29, 2018
sOMBRA
Não digas que já não vês a sombra,
tem-na colada aos pés e às mãos,
cosida com fio de pesca ao coração.
Não te zangues quando a vejo
à tua procura, atrás das colunas,
por entre as caixas, acordando os medos.
Não esperes que não a oiça chamar-te
à janela, do lado de lá da noite,
em vontades inquietas, amordaçando os sonhos.
A sombra a que estás preso
das mãos aos pés,
tolda-te os sentidos
e traz-nos sempre ao início.
Acende a luz
Levanta-te
Liberta os fantasmas
E deixa-nos voar
Lili
tem-na colada aos pés e às mãos,
cosida com fio de pesca ao coração.
Não te zangues quando a vejo
à tua procura, atrás das colunas,
por entre as caixas, acordando os medos.
Não esperes que não a oiça chamar-te
à janela, do lado de lá da noite,
em vontades inquietas, amordaçando os sonhos.
A sombra a que estás preso
das mãos aos pés,
tolda-te os sentidos
e traz-nos sempre ao início.
Acende a luz
Levanta-te
Liberta os fantasmas
E deixa-nos voar
Lili
Subscrever:
Mensagens (Atom)


