É cá dentro que continuas a dizer-me bom dia
É cá dentro que me acompanhas na eterna correria
É cá dentro que me visto de ti para me construir a mim
Querias ficar no Tejo, disseste-me um dia
Querias ficar nas águas que tantos anos te banharam
Querias ficar ali
Podem as margens conter-te de uma só vez?
Podem as águas embalar o teu sono de vez?
Posso largar-te sem quebrar os laços que nos juntaram?
E, por consequência, perder-me nas lágrimas que se afundaram?
Quantas vezes choramos um adeus?
Queria deixar-te no Tejo, como pediste um dia
Deixar-te em paz nas águas que tão bem conhecias
Queria deixar-te ali
Se é cá dentro que continuas a florir
Nas receitas
Nas feições
Nos dizeres
Nas graças
Nas roupas
Nos gostos
Nas escolhas
Nas canções
Nos caminhos
Porque pesavas tanto, quando te deixei cair?
Podem as margens conter-te de uma só vez?
Podem as águas embalar o teu sono de vez?
Posso largar-te sem quebrar os laços que nos juntaram?
E, por consequência, perder-me nas lágrimas que se afundaram?
Quantas vezes choramos um adeus?
Liliana Lima
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sábado, abril 13, 2019
MARgens
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terça-feira, outubro 23, 2018
E.stás A.trás da PORTA, Eugénio?
Saber a paz tão perto, ali já, atrás da porta
Sentir o mar, lá ao fundo, a cantar cá dentro
Descobrir o sorriso, sempre novo, a cada dia
Aprender a tranquilidade no final de cada espera
E... saber-te na paz de estar, aqui mesmo, atrás da porta
Deixar cair as barreiras, uma a uma, aproveitando todos os espaços novos para suspirar
Acreditar que o castelo de areia se desfaz, apenas para se refazer a cada madrugada
Encontrar a surpresa duma harmonia que respira, viva, em mim
E... saber-me na paz de deixar a inquietação, enfim, atrás da porta
Liliana
Sentir o mar, lá ao fundo, a cantar cá dentro
Descobrir o sorriso, sempre novo, a cada dia
Aprender a tranquilidade no final de cada espera
E... saber-te na paz de estar, aqui mesmo, atrás da porta
Deixar cair as barreiras, uma a uma, aproveitando todos os espaços novos para suspirar
Acreditar que o castelo de areia se desfaz, apenas para se refazer a cada madrugada
Encontrar a surpresa duma harmonia que respira, viva, em mim
E... saber-me na paz de deixar a inquietação, enfim, atrás da porta
Liliana
Urgentemente
É urgente o amor.
É urgente um barco no mar.
é urgente destruir certas palavras.
odio, solidão e crueldade,
alguns lamentos
muitas espadas.
É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras
Cai o silêncio nos ombros e a luz
impura, até doer.
É urgente o amor, é urgente
permanecer.
É urgente o amor.
É urgente um barco no mar.
é urgente destruir certas palavras.
odio, solidão e crueldade,
alguns lamentos
muitas espadas.
É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras
Cai o silêncio nos ombros e a luz
impura, até doer.
É urgente o amor, é urgente
permanecer.
Eugénio de Andrade
sábado, setembro 08, 2018
s.AÍ.ste
Vais sair
Ou melhor já saiste
Para dentro daquele tempo
onde não há espaço
Para mim
Saíste novamente
sem avisar que irias entrar
nesse espaço onde não há tempo
Para mim
Vais sair e eu devia perceber
que deixei de estar
Dentro de ti
Devia saber que ao sair te queres
inteiro, vazio, com a possibilidade única
De ti
Vais sair
ou melhor, já saiste
E eu entrei, aqui
Liliana Lima
Ou melhor já saiste
Para dentro daquele tempo
onde não há espaço
Para mim
Saíste novamente
sem avisar que irias entrar
nesse espaço onde não há tempo
Para mim
Vais sair e eu devia perceber
que deixei de estar
Dentro de ti
Devia saber que ao sair te queres
inteiro, vazio, com a possibilidade única
De ti
Vais sair
ou melhor, já saiste
E eu entrei, aqui
Liliana Lima
segunda-feira, junho 11, 2018
aqui!
Espreito o Sol que pede licença para me aquecer a alma.
Olho o céu azul, do azul dos dias mais claros.
E deixo-me levar pelo vento suave.Onde estou? Aqui!
É aqui que me encontro, me recomeço e me remendo.
É aqui que sou!
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