O Sol entra,
Deita-se
Na cama
E conta-me
Do mar e das ondas
Que oiço
Desaguar na areia.
Tu cantas
Com o vento
Que faz abanar as canas.
Procuro
As palavras
Certas
Para espelhar
O tanto que quero contar.
Tu cantas,
Com a gaivota
Que rasga o céu,
Uma canção
De embalar.
E eu deito-me
Com o Sol
Que vejo entrar, invadindo
A cama,
Onde te vou encontrar
Também.
E, nesta tarde calma,
Deixo-nos
Ficar.
Liliana Lima
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segunda-feira, setembro 02, 2019
sábado, agosto 17, 2019
COMigo
Vem comigo procurar os pássaros que habitam a noite. Deixa-me aproximar devagar e ensina-me como dizer o seu nome.
Vem comigo por este oceano dentro, saibamos esperar no vai e vem das ondas por aqueles que se deixarem mostrar, barbatana de fora, dançando a valsa dos peixes.
Vem comigo descobrir as entranhas desta terra cuidadosamente plantada no meio do mar. Mostra-me a respiração de Deus, que levanta um véu sobre estas flores de mil cores.
Vem comigo até ao alto das nuvens e lá de cima, como que planando sobre os campos, mostra-me a vista a perder de vista desta manta pelos anjos bordada.
Vem comigo mergulhar nas rochas e nadar com os peixes, sem acordar os caranguejos que descansam ao sol.
Vem comigo ao lado de lá, onde as rochas provocam o mar e o sol diariamente se deixa morrer de amor pelo horizonte azul.
Deixemos as horas desacelerar que aqui o tempo anda mais devagar.
Em breve o dia adormecerá.
E as cagarras cantarão mais forte.
E as baleias mostrar-se-ão sem timidez.
E as grutas vestir-se-ão de negro.
E as fumarolas continuarão a respirar.
E os campos preparar-se-ão para o anoitecer.
E as piscinas deixar-se-ão cobrir pelas ondas.
E as praias desertas serão habitadas pelos sonhos de quem as avistou.
E tu virás comigo ver o luar que reflectirá nas águas desta praia à nossa janela plantada.
Vens?!...
quinta-feira, junho 27, 2019
vENTRE
É tão grande e profundo Este Mar
É tão azul e ao mesmo tempo transparente, ondulando aqui à minha beira
Brilha com tanta força que multiplica o Sol por mil luzes que se estendem sobre ele
É tão largo o abraço com que me aconchega
Este Mar
É tão diferente do rio que corre na minha aldeia
Esta Ilha cabe na palma da minha mão
Esta Ilha
Este bocado de Terra escondido no oceano
Perdida e fechada dentro de água
Esta Ilha onde me aprendo e prendo numa liberdade feita azul que me leva daqui até ao fim do Mundo
O Mundo inteiro que cabe na palma da minha mão e que vai tão para lá do rio que corre na minha aldeia
O Mundo todo nesta Ilha
E um azul profundo que se espalha pelo Espaço
Este Espaço
Que nos distancia do imenso desconhecido
Que está fora do alcance de todos os barcos que já voam no Espaço
Este Espaço que une Ilhas
Esta e todas as Ilhas que somos, unidos por tanto Mar tão azul e transparente, ondulando aqui, mesmo à minha beira
este Mar
esta Ilha
este Mundo
este Espaço
esta Arca
este Ventre
esta Mão
Liliana Lima
Praia da Vitória
É tão azul e ao mesmo tempo transparente, ondulando aqui à minha beira
Brilha com tanta força que multiplica o Sol por mil luzes que se estendem sobre ele
É tão largo o abraço com que me aconchega
Este Mar
É tão diferente do rio que corre na minha aldeia
Esta Ilha cabe na palma da minha mão
Esta Ilha
Este bocado de Terra escondido no oceano
Perdida e fechada dentro de água
Esta Ilha onde me aprendo e prendo numa liberdade feita azul que me leva daqui até ao fim do Mundo
O Mundo inteiro que cabe na palma da minha mão e que vai tão para lá do rio que corre na minha aldeia
O Mundo todo nesta Ilha
E um azul profundo que se espalha pelo Espaço
Este Espaço
Que nos distancia do imenso desconhecido
Que está fora do alcance de todos os barcos que já voam no Espaço
Este Espaço que une Ilhas
Esta e todas as Ilhas que somos, unidos por tanto Mar tão azul e transparente, ondulando aqui, mesmo à minha beira
este Mar
esta Ilha
este Mundo
este Espaço
esta Arca
este Ventre
esta Mão
Liliana Lima
Praia da Vitória
sexta-feira, abril 22, 2016
SErei
Serei ilha tranquila dentro da minha imensa inquietação
e saberei conter o maremoto dos dias
Serei monte erguido no meio do mar revolto
e poderás em mim descansar por momentos
Serei vulcão vivo onde vibra o ancestral desejo
e saberei acender em ti uma breve chama da vontade
Serei areia macia da cor da paz ao luar estendida
e poderás em mim te enroscar
Serei ilha perdida no oceano das horas
e poderás comigo adormecer ao relento
Liliana
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