Lembras-te que os caminhos
que hoje escolhemos
amarelos e seguros amanhã se continuam a desenhar?
Lembras-te de cada beijo
que as nossas bocas já têm
para dar?
Lembras-te das mãos
que ontem aprendiam a silhueta um do outro
e já nos afagam nas noites que vão chegar?
Lembras-te das manhãs
que vamos acordar?
Lembras-te como o teu corpo
húmido e cansado de trocar de corpo um com o meu
se enrosca em mim nos lençóis que vamos comprar?
Lembras-te das palavras
que em todas as conversas que partilhamos
já repetes de hoje em diante?
Lembras-te de cada zanga
que trocamos amiúde
por carícias futuras?
Lembras-te das velas
que vamos acender?
Lembras-te dos brincos
a condizer com o anel
que me vais oferecer?
Lembras-te das canções
que vais compor com os poemas
que vou escrever?
Lembras-te das lágrimas
que no teu ombro
novamente vou secar?
Lembras-te das noites
que vamos embalar?
Lembras-te dos sorrisos
que um com o outro
vamos trocar?
Lembras-te dos tantos concertos, filmes, peças
que de mãos dadas
vamos partilhar?
Lembras-te dos caminhos
sempre amarelos e seguros
que vamos calcorrear?
Lembras-te dos dias e das noites
que vamos viver?
Lembras-te de te lembrares
das memórias conjuntas
que vamos construir?
Liliana Lima
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quinta-feira, maio 16, 2019
MEMÓRIAS... do futuro
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quarta-feira, janeiro 02, 2019
aNO NOVO
E como ontem, o dia nasce
e vemo-lo passar diante nós
Traz no azul do céu a cor dos sonhos que trazemos nos olhos
Na brisa a suavidade das manhãs grávidas de esperança
No branco das nuvens a pureza do acordar dos amantes
E no Sol a força da utopia
E como ontem, a tarde cai
e sentimo-la descer sobre nós
Carrega no colo os sonhos, os novos e os de sempre
Embala a esperança que se tornou vontade
Faz crescer o amor na pureza dos gestos
E transforma a utopia em horizonte
E como ontem, a noite nasce
e, do alto do luar, olha-nos
Encobre os medos dos sonhos desfeitos
Apaga a inércia e a invontade de quem não crê
Ilumina os lençóis das camas dos amantes
E dentro da lua cheia faz renascer a utopia
E como ontem, o ano começa...
Liliana Lima
e vemo-lo passar diante nós
Traz no azul do céu a cor dos sonhos que trazemos nos olhos
Na brisa a suavidade das manhãs grávidas de esperança
No branco das nuvens a pureza do acordar dos amantes
E no Sol a força da utopia
E como ontem, a tarde cai
e sentimo-la descer sobre nós
Carrega no colo os sonhos, os novos e os de sempre
Embala a esperança que se tornou vontade
Faz crescer o amor na pureza dos gestos
E transforma a utopia em horizonte
E como ontem, a noite nasce
e, do alto do luar, olha-nos
Encobre os medos dos sonhos desfeitos
Apaga a inércia e a invontade de quem não crê
Ilumina os lençóis das camas dos amantes
E dentro da lua cheia faz renascer a utopia
E como ontem, o ano começa...
Liliana Lima
quarta-feira, setembro 19, 2018
comunHÃO
Há o mar e o Sol que se esconde no horizonte
Há um sapatinho florido e uma chávena perdida
E há um espelho que mostra tudo o que não queremos esconder
E um café bebido em profunda comunhão
Há a surpresa inicial que se repete, devagar
Há o mar e o Sol que nos cumprimenta
Há o inesperado e tudo o que nos é natural
E há um copo partilhado em profunda comunhão
Há um sapatinho florido e uma chávena perdida
Há um longo ronronar que faz ecoar o silêncio
Há um espelho que se esconde para não incomodar
E um beijo antecipado em profunda comunhão
Liliana Lima
Há um sapatinho florido e uma chávena perdida
E há um espelho que mostra tudo o que não queremos esconder
E um café bebido em profunda comunhão
Há a surpresa inicial que se repete, devagar
Há o mar e o Sol que nos cumprimenta
Há o inesperado e tudo o que nos é natural
E há um copo partilhado em profunda comunhão
Há um sapatinho florido e uma chávena perdida
Há um longo ronronar que faz ecoar o silêncio
Há um espelho que se esconde para não incomodar
E um beijo antecipado em profunda comunhão
Liliana Lima
sexta-feira, agosto 10, 2018
os DIAS em que (não) SOMOS
Olho para o jardim
onde a vida (de)corre dentro
da normalidade dos dias quentes.
Lá fora uma leve brisa
faz as folhas das árvores dançar.
Cá dentro uma ventania
despenteia ideias
e desarruma sentimentos.
Chegam os dias em que somos,
cada um
e deixamos de ser
nós.
Vês o Sol que anuncia
a sua chegada no alto de cada
alvorada?
Ouves o mar que canta
a morte anunciada na volta
de cada onda?
Olho o jardim e sei-te saíndo,
de malas feitas e vontade de silêncio.
fugindo dos dias, cansados, extenuados.
Lá fora o dourado da tarde
pinta a vida que vive no jardim.
Cá dentro um crescente vazio
afoga as palavras nascem em mim.
Vês as estrelas, altas
que te dizem a morada
das histórias em que estou?
Ouves os aviões, rasteiros
que abafam a vida que não há
quando estamos sós?
Chegam os dias em que somos,
cada um
e deixamos de ser
nós.
Liliana
onde a vida (de)corre dentro
da normalidade dos dias quentes.
Lá fora uma leve brisa
faz as folhas das árvores dançar.
Cá dentro uma ventania
despenteia ideias
e desarruma sentimentos.
Chegam os dias em que somos,
cada um
e deixamos de ser
nós.
Vês o Sol que anuncia
a sua chegada no alto de cada
alvorada?
Ouves o mar que canta
a morte anunciada na volta
de cada onda?
Olho o jardim e sei-te saíndo,
de malas feitas e vontade de silêncio.
fugindo dos dias, cansados, extenuados.
Lá fora o dourado da tarde
pinta a vida que vive no jardim.
Cá dentro um crescente vazio
afoga as palavras nascem em mim.
Vês as estrelas, altas
que te dizem a morada
das histórias em que estou?
Ouves os aviões, rasteiros
que abafam a vida que não há
quando estamos sós?
Chegam os dias em que somos,
cada um
e deixamos de ser
nós.
Liliana
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sábado, junho 30, 2018
hoRas
Nem todos os dias a maré sobe e me beija os pés
Nem todas as noites a lua brilha no leito do rio
Há horas que se demoram
No sabor acre da tua ausência
No tocar áspero do teu silêncio
Na impensável ideia da tua indiferença
Nem todos os dias o meu rumo me leva ao Tejo
Nem todas as noites me descalço e entro no seu leito
Há horas que se demoram nos caminhos das marés
Liliana Lima
Nem todas as noites a lua brilha no leito do rio
Há horas que se demoram
No sabor acre da tua ausência
No tocar áspero do teu silêncio
Na impensável ideia da tua indiferença
Nem todos os dias o meu rumo me leva ao Tejo
Nem todas as noites me descalço e entro no seu leito
Há horas que se demoram nos caminhos das marés
Liliana Lima
domingo, abril 29, 2018
fecha os OLHOS
Fecha os olhos para que se apague a luz e tudo o que parece possa ser.
Acende uma vela ao fundo para que o que é se possa mostrar.
Aproxima-te e, baixinho, junto do meu ouvido, diz-me as inverdades que conseguires manter como certas.
Aqui onde as formas dançam ao ritmo da luz da vela, tudo parece tão mais simples! O meu corpo que se entrega ao teu sem inibições ou medos. O mundo inteiro que fechamos fora da porta. E a cumplicidade entre o que é e o que apenas parece ser.
Fecha os olhos para que se apague a luz e deixa que acredite nas fadas da noite.
Mas amanhã, de olhos abertos e corpos vestidos, não deixes que o que é seja apenas o que parece.
Amanhã, na luz do dia, diz-me a cor do rio e a força do mar, por muito que não o queira ouvir.
E depois não te preocupes, haverá sempre um espaço onde, de olhos fechados, deixaremos que, o que parece possa ser.
Lili
Acende uma vela ao fundo para que o que é se possa mostrar.
Aproxima-te e, baixinho, junto do meu ouvido, diz-me as inverdades que conseguires manter como certas.
Aqui onde as formas dançam ao ritmo da luz da vela, tudo parece tão mais simples! O meu corpo que se entrega ao teu sem inibições ou medos. O mundo inteiro que fechamos fora da porta. E a cumplicidade entre o que é e o que apenas parece ser.
Fecha os olhos para que se apague a luz e deixa que acredite nas fadas da noite.
Mas amanhã, de olhos abertos e corpos vestidos, não deixes que o que é seja apenas o que parece.
Amanhã, na luz do dia, diz-me a cor do rio e a força do mar, por muito que não o queira ouvir.
E depois não te preocupes, haverá sempre um espaço onde, de olhos fechados, deixaremos que, o que parece possa ser.
Lili
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