segunda-feira, janeiro 06, 2014

Dos poemas de amor...

Serias o rio, que brandamente desaguava no mar naquele fim-de-tarde de inverno?
Aquele embalo manso de ondulações que ora espelham o céu, ora os nossos sonhos?
Seria a tua mão aquela gaivota que circundava o Tejo e, meigamente nele se apoiava?
Seriam os teu lábios o vento que soprava forte, vindo do mar, que me liam poemas de amor?


Seria o rio nada mais que a tua imagem recriada por mim?
Seria o frio a realidade "cá fora" que chamava por mim?
Seriam os sonhos espelhados nas águas, projecções do que já não era?
Seria a gaivota somente a expressão da minha carência?
Seria eu sozinha, sentada à beira-Tejo, sonhando com o teu embalo, a tua mão, os teus lábios...

...Mas...
Quem me lia os poemas de amor?


Liliana


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