sexta-feira, dezembro 13, 2013

Sinto!

Pergunto-me por onde andas
mas antes da pergunta chegar à boca
agarro-a com força e prendo-a na palma da mão,
consciente da impossibilidade de a conjugar.

Não me cabe saber, nem querer, nem procurar
somos dois, e múltiplos em cada um.
Esqueço-me que não sou parte da tua equação
quem sabe personagem num sonho de encantar
quem sabe caminho alternativo para descansar.

E assim:
Nem pergunto, nem falo, nem peço, nem penso, 
nem espero, nem conto, nem duvido, nem tremo,
nem olho, nem telefono, nem escrevo, nem digo.
Nem sinto.

Liliana


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