segunda-feira, fevereiro 25, 2013

Viver

Da inevitabilidade de sermos, cada um com as nossas curvas e rasantes que tantas vezes se aproximam umas das outras apenas por uns quilómetros, para logo se desviarem por outros caminhos.

Da inevitabilidade de sentirmos, uns tão mais que outros, à flor da pele, com o palpitar do coração alterado, as mágoas que entram pelos poros e as lágrimas que teimam em cair em plena rua.

Da inevitabilidade de nos reconstruirmos pegando em todos os bocados de carinho, de amizade, de respeito que outros nos deram, e procurando o mais fundo que tenha de ser pela nossa alegria.

Da inevitabilidade de viver, de respirar e acordar todos os dias e mais uma vez ser, sentir, reconstruir, viver...

Liliana



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