domingo, fevereiro 10, 2013

Tempo queimado, Silêncio escuro

Tempo que queima nas veias
Silêncio que escurece as paredes
Ponteiros que não correm com o avançar do Sol
Palavras ditas pela metade, corroídas pelo silêncio dos dias
Relógios de pé abandonados ao pó num sótão esquecido
 Monólogos a par que nunca se chegarão a cruzar
Areia que se recusa a escorrer pela ampulheta
 Um enorme silêncio gritado pelos relógios parados

Tempo que queima nas veias quando teima em não avançar

Silêncio que escurece as paredes, abafa os gemidos e não deixa florir o amor 


Tempo que queima
Silêncio que escurece

Tempo...
Silêncio...
Liliana



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