segunda-feira, novembro 26, 2012

Esperei por ti


Encontrei-me aqui, 
em frente ao Tejo à tua espera...

Ah... 
como se isso fosse ainda possível.
Como se isso tivesse sido, 
algum dia 
verdadeiro.

A espera sim claro, 
real
sofrida 
vivida.

Mas tu... a chegada
mesmo nas poucas vezes 
em que, de facto, se deu, 
nunca se chegou a dar.

Naquela tarde de inverno, 
com chuva batida 
a vento 
e as águas 
revoltando as margens
esperava por ti.

Por ti sim, 
que aqui não estavas.

E porque não?

E porque esperava eu, se
nunca estarias?

Nunca me amarias o suficiente
para me abraçar, ali,
à beira-Tejo com a chuva batida 
a vento e as águas 
revoltando as margens.

E no entanto eu
à chuva
na margem no Tejo
olhando o nevoeiro e
pensando em
ti.

Porque espero por ti?


Liliana


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