sexta-feira, março 04, 2011

Silêncios...

Uma porta aberta em par, com a corrente, num longo arrastar se fecha, rangendo baixinho, gemido dorido da verdade.

Uma janela para a sala onde o silencio é livre de gritar, um navio que parte ao fundo, no mar, e te rouba aos poucos pela ondulação enquanto te vejo, ao longe, a cantar.

Uma flor que o sol aquece e, para ele, se abre em mil pétalas e logo percebe que a hora da lua chegou e, ela, de flor nunca passou.

Aquele rio que tranquilamente corre, numa manhã fria de sol, ainda ontem me sorria e hoje, apenas ao fundo me acena, já não com o mesmo calor, juraria.

O horizonte que consegui vislumbrar, logo na noite se escondeu, mascarou-se de verdade e, nela, o meu sonho adormeceu.

Terei força para não deixar a porta bater, o navio partir, as pétalas conter, o rio acalentar e o sonho acordar?!

Quererá a porta aberta ficar, o navio no meu porto atracar, as pétalas em em flôr abrir, o rio para mim correr e o sonho, finalmente, sorrir?!
Liliana


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