sábado, fevereiro 12, 2011

Não sei se devia...

Não sei se devia...

Não sei se devia olhar para o espelho emoldurado a azul escuro, na parede do fundo em cima do móvel.
Não sei se devia ouvir o que búzio sussurra deitado na cama de areia e pedras que me magoam os pés enquanto avanço pela praia.
Não sei devia espicaçar a vontade e planar pelas núvens recortadas no céu de verão.

Não sei se devia...
Não sei se devia provar o bolo, lamber o dedo com a cobertura de chocolate e as pepitas coloridas.
Não sei se devia sonhar com a lua e tentar apanhá-la com uma rede enquanto passa de nova a cheia, pelo meio das estrelas cadentes.
Não se devia espreitar pela fechadura da porta mais pequena que dá para o jardim, onde o as horas fogem do coelho.

Não sei se devia...
Liliana


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