domingo, junho 21, 2015

não sei SE sei

Se ousar dizer, sem medo que apenas o eco me oiça
Se me atrever a perguntar sem levar na própria pergunta o peso da recusa
Se arriscar dar um passo, sem deixar um pé pronto a recuar
Se me aventurar a ver o silêncio, sem o encher de fantasmas
Se experimentar sentar-me à beira-rio sem forçar o vento e a maré
Se me lançar ao caminho sem procurar o itinerário previamente desenhado
Se resolver que, parando a inquietude do meu ser, a vida continua a correr

Se... então exponho-me à chuva, à mágoa, ao medo, à desilusão, ao vento...

E se... apesar dos pesares, sou ouvida, sou aceite, sou acariciada, sou querida, sou acolhida...
...não sei se sei por onde começar


Liliana





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