sexta-feira, julho 13, 2012

Jardim da Estrela

O chão está húmido da última rega e o Sol queima por entre a blusa branca que me apetecia tirar.

Adio o coração para outro dia e peço a este que me empreste a tranquilidade que o vento tráz consigo, quem sabe lá dos lados do oriente...

Recorto alegria e lembro sorrisos que coso e dobro e prendo, com mil cuidados para que não fujam deste pequeno presente que finjo esquecer num banco do jardim.
Como a raposa, espreito pelo cantinho do olho se alguém encontra o meu carinho libertado no mundo, alheio à corrente e a todos dirijido.

Sinto a roupa colada ao corpo desta relva fresca.
Procuro o agora para não sofrer com os dias passados (que nem sempre são dias passados) e concentro-me na paz do Sol que me afaga a pele com uma carícia quente.

Liliana




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