terça-feira, setembro 20, 2011

Quero encontrar-te...

Quero encontrar-te.
Procuro o espaço em mim onde o teu silêncio me invade de tranquilidade.
Quero encontrar-te.

Sigo os sinais que penso ver no breve brilho do mapa solar.
Percorro os mares e subo os rios em busca da nascente que, em mim, te sabe perto.
Quero encontrar-te.

Perco-me nas luzes da noite, enquanto percorro a cidade em busca do meu espaço teu.
Pé-ante-pé entro no rio, tantas vezes vida, tantas vezes morte, só para ter a certeza que oiço, ainda, o teu cantar.
Quero encontrar-te.

O sol acorda e eu, despida de mim, abandono as marés que me baralham a rota e me desviam do teu silêncio que, sei, trago comigo.
Quero encontrar-te.

Volto a casa com um saco de memórias, pequenos fragmentos sinais pistas, que se misturam e se entrelaçam numa confusão barulhenta que não me deixa dormir.

E eu quero tanto encontrar-te... sentir esse silêncio tão cheio, tão rico que, um dia, deixaste em mim embrulhado num pano de calor...




Liliana

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