domingo, julho 09, 2023
pêra_ROCHA
domingo, abril 30, 2023
notas MUSICAIS...
Ora vamos lá ver, gostava de fazer uma ou duas perguntas (às quais podem responder nos comentários para isto ser interactivo) e depois deixar uma ou duas considerações sobre contas...
sexta-feira, novembro 18, 2022
PARAbéns AMANHÃ
Fomos hoje, não amanhã, que afinal os dias são o que fazemos deles.
Fomos à margem, não ao leito, que tudo vale pelo que de nós pomos no quase nada.
Fui dar-te os parabéns e, mais uma vez, agradecer por me "olhares assim", com esse amor maternal que, ainda, olha por mim.
Fui relembrar o teu aniversário dos 90. Lembras-te? Fomos ao Vitor, todos e todas, duas mesas cheias de primas (somos uma família de mulheres...) e uma mão cheia de canções "escolhidas pela senhora" cantadas pelo Carlos (tão longe do que hoje é o nosso).
Fui lembrar os dias, os que nos dão o nome e os que passam na corrente do Tejo, o teu mar e o meu colo.
Vi-te no prateado das ondelações, na tranquilidade da maré baixa, na claridade do céu que nos beijou de azul.
Vi-te como te vejo nas horas claras das receitas que repito, das histórias que partilho, das palavras que perpetuo.
Depois despedimo-nos e tu acenaste um até já corriqueiro.
Depois despedimo-nos e o céu choveu, por entre o Sol que se manteve aberto.
Fomos hoje, não amanhã que seria o dia certo, para te dizer Parabéns!
Liliana
terça-feira, março 23, 2021
MARia
quarta-feira, abril 29, 2020
Crónicas duma Separação Consumada XXIX
Talvez comece por vos explicar que nunca vos disse que "vamos ficar todos bem", porque não acredito que assim seja. Não vamos, não estamos. Infelizmente cada vez mais se aproxima de nós a notícia de que alguém que conhecemos, que nos é querido, que admiramos, que é nosso vizinho, e que está muito mal ou até já morreu.
Sempre fui mais dada ao pessimismo (ou se calhar ao realismo directo e bruto, o que deixa deveras incomodados os optimistas românticos), quem sabe por isso mesmo prefira a cautela de não elevar demasiadamente as expectativas.
Quem sabe por isso mesmo prefira dizer-vos que vamos ficar o melhor possível, sabendo que todos faremos de tudo para cada um de nós ficar bem.
Gostava, isso sim, de vos falar dos arcos-íris e de toda a simbologia que acarretam para mim.
Nunca vos disse que "somewhere over the rainbow" há um pote de ouro.
Mas desde sempre presenciaram o sentimento de overwhelming (desculpem-me não encontrar a palavra em português, já sabem que acontece, cada vez mais) quando o avisto, nem que por um só instante.
E também vos contei, quando ainda me davam a mão para andar na rua, como este magnífico arco colorido, que pinta o céu com uma tinta tão breve como um suspiro, simbolizou/a "a nova e eterna aliança" entre Deus e o Homem.
E talvez seja por esta última razão que, mesmo antes de a conhecer, escrevi tantas e tantas vezes sobre ele, mais precisamente em 136 textos a acreditar no que este caderno de virtual me diz.
É que, para mim, o arco-íris simboliza a passagem para um mundo paralelo, imaginário talvez, simbólico diria Freud ("tudo depende da bala e da pontaria").
Um mundo seguro onde as cores se diluem para neutralizar as dores e os medos.
Para mim, o arco-íris, é uma espécie de portal (tentando ser cinematográfica) para uma dimensão onde há muitos caminhos, amarelos ou não, que percorremos escolhendo que direcção tomar a cada cruzamento, com a certeza de que "para quem não sabe onde vai, todos os caminhos são certos" e que temos em nós o poder de, a qualquer momento, bater com os calcanhares dos nossos sapatos, esses sim vermelhos sem dúvida, e voltar para casa.
Há aqui algo de mágico, uma espécie de metamorfose auto-infligida para uma utopia que nunca deixo de ver no céu.
Então, estão vocês a pensar, não estarei eu a ser contraditória ou até "ligeiramente snob" ao franzir o sobrolho a tanto arco-íris que pelas janelas e ecrans e televisões (e não é só de agora) se multiplica?
Talvez sim.
Talvez tenha receio que o vulgarizar de algo tão profundo para mim, tão pessoal e sagrado até, faça perder o sentido ao "meu" arco-íris.
No fundo, o que hoje vos queria dizer era da força da utopia, tenha ela o formato que tiver.
No fundo, o que quero como vossa mãe é que encontrem em cada um o "vosso" arco-íris e que, quando o descobrirem o guardem bem protegido no mais profundo recanto de ti e de ti e de ti, para que fique resguardado de todas e quaisquer intromissões do mundo, por muito estranho ou até (aparentemente) unido que ele se encontre.
E que se lembrem que a dúvida, é normal e saudável, obriga a pôr-nos em causa, a questionar-nos repetida e criativamente toda e cada certeza adquirida até nos levar, invariavelmente... a uma nova dúvida.
José Afonso
Que sei eu de quantos dias aqui vamos passar?
Que sei eu destas tantas rotinas sem parar?
Se também eu me perco neste mundo a desmoronar?
É sempre mais fácil o que nas outras janelas reluz
Sempre menos doloroso o medo que eu não compus
É tão confusa esta liberdade que, da porta, me chama
Fico. Livre e consciente, para salvar quem me ama
Trago a força renovada no corpo ao amanhecer
Trago as mãos cobertas de sonhos por acontecer
Trago tempo embalado em latas de magia
Que guardo na esperança de nunca perder a utopia
É sempre mais fácil o que nas outras janelas reluz
Sempre menos doloroso o medo que eu não compus
É tão confusa esta liberdade que, da porta, me chama
Fico. Livre e consciente, para salvar quem me ama
quinta-feira, abril 02, 2020
Crónicas duma Separação Consumada XXVIII
quarta-feira, março 25, 2020
Crónicas duma Separação Consumada XXVII
Tudo é novo, tudo é descoberta. Expectativa e desilusão, medo e persistência. Tentativa e erro, erro e nova tentativa.
Dizia ontem à vossa madrinha que me parece que tenho um ascendente, e só posso adjectivar assim pelo absurdo quotidiano mundial, em relação às "outras" pessoas. Já me vi, por várias vezes, confinada ao espaço de casa. Não me é novo, portanto, o sentimento de pensar "hoje não saio e amanhã e depois de amanhã também não"... A grande diferença, que neste momento se faz pequena, é que desta feita está meio mundo na mesma situação que eu. Onde entra o ascendente que não tem nada a ver com tarot nem alinhamento planetário? É que para mim, na verdade, como não é a primeira vez que estou fechada, pelo menos isso já não me assusta.
Sei que nenhum de vocês leu Kafka que, para qualquer dos três, Metamorfose é simplesmente o processo pelo qual, por exemplo, a lagarta se transforma em borboleta. Se tivessem lido a Metamorfose ou até mesmo O Processo, seria mais fácil partilhar convosco esta sensação de absurdo que se torna real numa noite igual às outras, ou esta angústia de não saber quando daqui vamos sair nem o que fizemos para cá chegar.
Mas tenho certeza que também sentem toda esta incerteza que entrou nas nossas vidas e inundou os nossos dias, por muito que não partilhem as vossas inquietações.
Sei que os meus dias estão tão cheios de tarefas que não tive ainda tempo para respirar, quanto mais para ler ou escrever ou simplesmente estar. Sei também que, embora necessárias e indispensáveis, talvez com um pouco mais de organização (ou descontracção) as possa limitar ao essencial. Sei que o tempo que disponho para os trabalhos da escola ou jogos de tabuleiro ou exercício é sempre insuficiente.
Sei que por muitos ascendentes (em Vénus) que tenha, não deixo de ter "cá dentro inquietação", tanta inquietação que nem sempre me é possível tapar com a roupa que está a secar ou que já se molhou com a chuva, com os tachos do almoço e do jantar, com a areia dos gatos por mudar ou as casas de banho por limpar.
Sei tudo isso, mas também sei que tento com tudo o que tenho ajudar-vos, dar-vos o mínimo de preocupações e o máximo de conforto.
Ou seja. O que vos queria dizer, meus amores, é que estamos todos dentro dum absurdo que nunca imaginámos viver (para além dos 120 minutos de cinema americano) e nem nós nem ninguém, leia-se ninguém mesmo, nos sabe explicar quando sairemos dele.
Cabe-nos, em família, com os nossos amigos, de forma menos próxima fisicamente mas não obrigatoriamente menos real, encontrar a tranquilidade possível, sendo que teremos de ser nós próprios agentes de criação e manutenção dessa mesma paz.
Com muito amor,
Mãe
sábado, fevereiro 22, 2020
Cónicas de uma Separação Consumada XXVI
sábado, fevereiro 08, 2020
Crónicas duma Separação Consumada XXV
A vossa voz é a vossa impressão digital sonora, única e irrepetível.
Podem (e devem) juntar-se a tantas outras vozes quantas vos pareçam interessantes e merecedoras.
Mas não se deixem calar, nem abafar sequer, seja porque motivos for.
Espero que a minha voz, uns dias rouca outros leve, às vezes amarga, tantas vezes cansada, mas quase sempre cantada, de alguma forma, vos vá ajudando a encontrar cada uma das vossas!
Com muito amor,
*Uma Flor, Almada Negreiros
sábado, fevereiro 01, 2020
Crónicas duma Separação Consumada XXIV
quinta-feira, dezembro 05, 2019
Crónicas duma Separação Consumada XXI
segunda-feira, novembro 25, 2019
Crónicas duma Separação Consumada XX
Por isso vos trago a notícia, a linha que divide o certo do "in"certo é ténue, curvilínea e muito instável. Não se encostem, não se deixem embalar, não cedam a certezas empacotadas com laços coloridos.
Com muito amor,
Mãe
sexta-feira, novembro 01, 2019
Crónicas duma separação consumada XIII
Há tantas coisas na vida que não correm como nós gostaríamos... Gostava de te pedir desculpa por não conseguir mostrar-te que há sempre outras tantas (ou mais) que correm melhor do que algum dia esperaríamos. Os óculos com que olhamos à nossa volta, moldam o que vemos, sentimos e compreendemos da realidade, de formas tão profundas que condicionam todas as nossas interacções com "essa" (nossa) verdade. E quando agimos (porque não vivemos em grutas sozinhos e afastados do mundo) tocamos e interferimos com outros, como uma peça de Lego que permite ou anula a possibilidade duma determinada construção. Por isso, e apesar do tanto que não corre como eu própria gostaria, deixa-me ensinar-te a ver com os óculos certos o que a vida de bom nos traz.
Tenho saudades tuas. Obrigada pelo apoio que me dás. Vamos ver as estrelas? (mesmo com a chuva que lá fora cai...)
Com muito amor.
Mãe
quarta-feira, outubro 30, 2019
Crónicas duma separação XII
sexta-feira, outubro 25, 2019
Crónicas duma separação consumada XI
quarta-feira, outubro 23, 2019
Crónicas duma separação consumada X
(*) Fausto
quarta-feira, outubro 16, 2019
Crónicas de uma separação consumada IX
quarta-feira, outubro 09, 2019
Crónicas de uma separação consumada VIII
Sem alicerces
Sem pilares
Pontes
Por sobre as ilhas
Por sobre as nuvens
Por sobre as imagens
Pontes
Cantadas
Faladas
Caladas
Pontes
Em alta velocidade
No trânsito
Pontes
Com "mais cinco"
Sabendo "o que faz falta"
Pontes
Com ensaio
À capela
Com segunda voz
Pontes
Por entre o Zeca
E o João
E o Carlos
Pontes
A vapor
Metidas à força
Pontes
Em palco e sem ensaio
Pontes
Até ti
Para ti
E por ti
Com muito amor,
Mãe















