domingo, julho 09, 2023
pêra_ROCHA
domingo, junho 18, 2023
ESpelho
Aceita a dúvida, o medo, a incerteza, e deixa que te levem, qual bússola interna, ao espanto original da utopia.
Adjectiva, sem medo, cada pormenor. É neles que reside a idiossincrasia da tua verdade.
Não deixes nenhuma imagem desfocada, nenhum horizonte envolto na neblina. Antes fotografa cada segundo para que mais tarde saibas recordar.
Diz-lhe tudo, principalmente o que custa dizer.
Não evites as hesitações, são elas que te dão o poder de rever o diálogo, a forma e a intenção de cada palavra que pensas antes de dizer.
Avança, em círculo ou em elipse. És tu quem desenha o enredo e decide o ritmo da narrativa.
Prende o tempo e usa-o a teu favor na conjugação de cada verbo. A acção nasce e morre em ti, sê dono do teu rumo e da tua maré.
Não fujas das tempestades que se adivinham ao virar de cada frase. Deixa que a chuva lave o pó das palavras e o vento encaminhe as frases na tua direcção.
domingo, novembro 20, 2022
por este RIO ACIMA
Leio num, num não em vários, posts que faz 40 anos que foi editado o Álbum "Por Este Rio Acima".
Como assim, quarenta anos? Quarenta e sete tenho eu e o "Por Este Rio Acima" não apareceu depois de mim. Não há antes nem depois. No início era o verbo e a música era esta. Ponto. Não há aniversário nem idade. É.
Quantas crianças cresceram, de letras na mão, levantando e baixando a agulha até conhecer de cor cada cantiga, cada respiração, todas e cada uma das vibrações, dos pequenos ruídos, que incomodavam tanta gente que acabou por se inventar o CD (para agora voltar ao vinil, e aos tais ruídos)?... Imagino que muitas, que não fui caso único, aliás lá em casa era eu e a minha prima, cantoras solistas à vez para ninguém se zangar. E as duas crescemos e crescemos e demos frutos e amadurecemos, com o "Por Este Rio Acima" como banda sonora, daquelas que estão lá sempre, mesmo quando quase não se dá conta dela, até que numa reviravolta do guião volta, senhora dos silêncios e sentimentos, cantando em toda a sua plenitude.
Como assim, quarenta anos? O Fausto não é mais novo nem mais velho, nem agora nem na altura (quando eu era criança). Está assim numa idade estanque, entre os trinta e os quarenta. Que nem interessa especificar. É.
Hoje vou ver o Fausto. Passaram quarenta anos, dizem. Seriam muitos anos se, ele o Fausto, ele o disco, não fossem eternos e imateriais, parte integrante e constituinte, irrepetível e incontornável da minha história. Da nossa história. Da nossa cultura. E é assim que vou, hoje, entrar na Aula Magna, segundo concerto marcado depois do primeiro esgotar em poucas horas, com a perfeita consciência de que o "Por Este Rio Acima" É intemporal e o Fausto É intocável, pelo tempo, pelas modas, pelas maleitas da vida. Os dois são, e no fundo nem seria necessário usar o plural, desde sempre e para sempre.
Ponto.
Liliana
sábado, fevereiro 01, 2020
Crónicas duma Separação Consumada XXIV
domingo, outubro 22, 2017
o que É o TEMPO?
domingo, agosto 14, 2016
branco E preto
quarta-feira, agosto 03, 2016
AMAnhã
sexta-feira, fevereiro 12, 2016
TEMpo
E, nenhum a querer pisar o chão, o tal que ela tão bem sabia que a qualquer momento podia desabar. Nenhum a querer sentir os absurdos da vida, das vidas dos dois e de cada um. Nenhum a saber como embalar aquele fantasma que toda a conversa, de almofada para almofada que diariamente trocavam antes de dormir, absorvia.







