terça-feira, março 29, 2011
Estás aí, Manuel?!
segunda-feira, março 28, 2011
Anda ver o mar...
sexta-feira, março 25, 2011
Depois...
Há um sorriso que se abre ao fundo, ao mesmo tempo que o um fio de sol raia.
Depois... há uma criança a brincar na areia molhada.
Uma rua envolta em árvores altas recortando um enorme arco.
Depois... há uma mão que toca e diz "está tudo bem".
Há uma borboleta colorida que esvoassa por entre as papoilas vermelho-vivo dos campos.
Depois... há uma canção que embala a dor reencontra a paz dum colo esquecido.
Um baloiço que dança entre o sonho e o futuro.
quarta-feira, março 23, 2011
Dias maus...
terça-feira, março 22, 2011
Empresta-me os teus olhos...
De onde vem esta solidão que invade a rua em hora de ponta como uma sombra que se vai espalhando e apagando todos os que me rodeiam?
segunda-feira, março 21, 2011
Ó mar salgado....
Pede às ondas que não me desequilibrem no caminho
Convence o vento a soprar de mansinho
Que a minha rota é marítima e é difícil dobrar, da boa esperança, o cabo
A maré que me ameaça não vem da lua nem do sol
vem com a força da inquietação que em mim se faz onda e rebentação
Ah! Soubera eu acalmar esta corrente e, juro, nadaria até à beira-mar
correria pela areia e brincaria nas pequenas ondas da maré vazia
Diz ao mar que me embale o meu canto
Pede às ondas que me afaguem o cabelo
Convence o vento a enrolar-me, dançando
Que nesta rota marítima é em ti que me encanto
Sopram, decididos, os medos do vento norte
Eu, parada, não grito ao mar... nunca lhe soube falar
E o barco agita-se, desce e sobe por entre vagas de amor e morte
enquanto canto à lua para que, em sonhos, me venhas salvar
Diz ao mar que acalme estes medos
Pede às ondas que não espalhem meus segredos
Convence o vento às minhas velas soprar
para esta rota marítima em teu porto atracar
domingo, março 20, 2011
Pelo que esperas Chico?
Há uma hora em que os ponteiros deixam de contar o tempo do meu tempo. Sais, e contigo saem as horas, os dias, os minutos, que te seguem até ser tempo de voltares.
Há uma hora em que, podia jurar, todos os relógios do mundo se recusam a seguir viagem. O tempo pára quando te afastas. A lua, enregela e deixa de chamar o mar que pára a corrente, transformando o oceano num enorme mar morto.

"Pedro pedreiro penseiro esperando o trem
Manhã parece, carece de esperar também
Para o bem de quem tem bem de quem não tem vintém
Pedro pedreiro fica assim pensando
Assim pensando o tempo passa e a gente vai ficando prá trás
Esperando, esperando, esperando, esperando o sol esperando o trem, esperando aumento desde o ano passado para o mês que vem
Pedro pedreiro penseiro esperando o trem
Manhã parece, carece de esperar também
Para o bem de quem tem bem de quem não tem vintém
Pedro pedreiro espera o carnaval
E a sorte grande do bilhete pela federal todo mês
Esperando, esperando, esperando, esperando o sol
Esperando o trem, esperando aumento para o mês que vem
Esperando a festa, esperando a sorte
E a mulher de Pedro, esperando um filho prá esperar também
Pedro pedreiro penseiro esperando o trem
Manhã parece, carece de esperar também
Para o bem de quem tem bem de quem não tem vintém
Pedro pedreiro tá esperando a morte
Ou esperando o dia de voltar pro Norte
Pedro não sabe mas talvez no fundo espere alguma coisa mais linda que o mundo
Maior do que o mar, mas prá que sonhar se dá o desespero de esperar demais
Pedro pedreiro quer voltar atrás, quer ser pedreiro pobre e nada mais, sem ficar
Esperando, esperando, esperando, esperando o sol
Esperando o trem, esperando aumento para o mês que vem
Esperando um filho prá esperar também
Esperando a festa, esperando a sorte, esperando a morte, esperando o Norte
Esperando o dia de esperar ninguém, esperando enfim, nada mais além
Da esperança aflita, bendita, infinita do apito de um trem
Pedro pedreiro pedreiro esperando
Pedro pedreiro pedreiro esperando
Pedro pedreiro pedreiro esperando o trem
Que já vem...
Que já vem
Que já vem
Que já vem
Que já vem
Que já vem"
"Pedro pedreiro" de Chico Buarque
sábado, março 19, 2011
Fala-me do teu pai, Franz...
Soubera eu onde estão os sapatinhos vermelhos e, quem sabe num dia de pesadelos, entrava no teu quarto, batia os calcanhares e trazia-te de volta a casa. Até porque, como reza a história: "there's no place like home" (seja isso o que for...).
"Claro que não quero dizer que aquilo que sou se deve apenas à tua influência. Seria um grande exagero (e eu até tenho tendência para estes exageros) (...)se tivesse crescido completamente fora da tua influência (...)ter-me-ia tornado um ser completamente diferente daquilo que sou(...)"
"Carta ao pai" de Franz Kafka
quarta-feira, março 16, 2011
Vamos ao sonoro, Teodoro!
Um fio de luz que se desdobra em imagens.
A vida num fio de luz.
Diálogos e sons e música numa dança coordenada.
Escuro na sala
E uma imensa luz no ecrã.
Toda a vida na luz, projectada em imagens e palavras e movimento e música e sentimentos e expressões e...
Sala escura, cadeiras corridas
Tantos mundos
Tantas possibilidades
Tantas emoções
Tantas histórias...
Uma realidade vivida em mil feixes de luz.

"(...)
O meu sistema com o mudo não se dá
Só o sonoro me diz tudo quanto há
Porque o sonoro além de mais alegre
Tem outro estilo e ouvi-lo só faz bem
Teodoro não vás ao sonoro
Teodoro não sejas ruim
Teodoro repara que eu choro
Se fores ao sonoro não gostas de mim
Teodoro não vás ao sonoro
Teodoro não vás mas eu vou
Porque adoro na vida o sonoro
E há-de ser Teodoro, quem chorar, chorou
Teodoro não vás ao sonoro
Teodoro não vás mas eu vou
(...)"
segunda-feira, março 14, 2011
Para os dias que ainda estão por vir....
domingo, março 13, 2011
Vamos cantar no deserto...
sexta-feira, março 11, 2011
Vou ver o Sol chegar...
Tentei... olhei.
Concentrei-me.
Esforcei-me por ver o que não via.
Desiludi-me... chovi.
Sentei-me no muro de pedra baixo e torto e olhei novamente o céu, pergunta gritada ao silêncio da cidade.
Deixei-me molhar pela água límpida das nuvens escuras, quieta, procurando um sol que devia brilhar algures... mas que se escondia, longe de mim.
Pendurado, estendido numa corda invisível, gritava a resposta no silêncio da cidade.
quinta-feira, março 10, 2011
Dá-me a mão, Clarice...

segunda-feira, março 07, 2011
Vem!

domingo, março 06, 2011
Porquê este vazio, Jóse?!

"(...)
Cá dentro inquietação, inquietação
É só inquietação, inquietação
Porquê, não sei
Porquê, não sei
Porquê, não sei ainda
(...)"
sexta-feira, março 04, 2011
Silêncios...

quarta-feira, março 02, 2011
Vês o ritmo que balança no ar, Tom?!

"Olha que coisa mais linda
Mais cheia de graça
É ela menina
Que vem e que passa
Seu doce balanço, a caminho do mar
Moça do corpo dourado
Do sol de Ipanema
O seu balançado é mais que um poema
É a coisa mais linda que eu já vi passar
Ah, porque estou tão sozinho
Ah, porque tudo é tão triste
Ah, a beleza que existe
A beleza que não é só minha
Que também passa sozinha
Ah, se ela soubesse
Que quando ela passa
O mundo inteirinho se enche de graça
E fica mais lindo
Por causa do amor"
"Garota de Ipanema" de Tom Jobim
